Ampliando a sua missão de propagar o nativismo gaúcho e seus personagens, o Blog Ronda dos Festivais passa a publicar, na medida do possível, as letras das canções que conquistaram Primeiro Lugar nos festivais do ano de 2026. A primeira delas é a vencedora do Canto aos Ancestrais, realizado na sexta-feira, 07 de agosto, na cidade de São Borja/RS. O título é Ava Ñe'e - Canto da Terra Viva, que tem letra de Mauro Nardes e Nenito Sarturi, melodia de Halber Lopes e foi interpretada pelo cantor Adams Cézar, que inclusive conquistou o troféu de Melhor Intérprete do festival.
O resultado completo do Canto dos Ancestrais, pode ser conferido neste link:
https://rondadosfestivais.blogspot.com/2026/08/os-destaques-do-canto-dos-ancestrais.html
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Apreciem a letra da composição ganhadora:
AVA ÑE'Ë — CANTO DA TERRA VIVA
Letra: Mauro Nardes/Nenito Sarturi
Melodia: Halber Lopes
Ouvi teu verso
vibrante,
Exaltando o missioneiro,
Tu deste voz ao campeiro,
Mas me apagou da memória:
Sou a raiz dessa história,
A sombra que nunca finda,
A terra pulsa comigo,
Numa dimensão tão linda.
Por que teu canto se cala
Frente à dor e à insensatez?
Se as pedras da catedral
Clamam ao chão que te fez!
Eu sou o Ava ñe'ë,
Meu canto é cerne e raiz,
Sou o Tamõi na lembrança,
A história que eu mesmo fiz:
Eu sou o pai e o filho,
A pedra, o rio, a semente...
Na cruz que cravaste em mim
Vive a alma da mi’a gente.
Cantaste rezas de
outrora,
O ouro, os campos, o trigo,
Mas não lembraste, cantor,
Do teu irmão mais antigo.
Quando a guerra matizou
O céu de lanças e preces,
Minha voz buscou a paz
(O tempo jamais esquece).
Hoje te encaro de perto
- Tua culpa “mora” em ti -
Não te condeno, portanto,
No meu canto Guarani.
Letra: Mauro Nardes/Nenito Sarturi
Melodia: Halber Lopes
Exaltando o missioneiro,
Tu deste voz ao campeiro,
Mas me apagou da memória:
Sou a raiz dessa história,
A sombra que nunca finda,
A terra pulsa comigo,
Numa dimensão tão linda.
Por que teu canto se cala
Frente à dor e à insensatez?
Se as pedras da catedral
Clamam ao chão que te fez!
Meu canto é cerne e raiz,
Sou o Tamõi na lembrança,
A história que eu mesmo fiz:
Eu sou o pai e o filho,
A pedra, o rio, a semente...
Na cruz que cravaste em mim
Vive a alma da mi’a gente.
O ouro, os campos, o trigo,
Mas não lembraste, cantor,
Do teu irmão mais antigo.
Quando a guerra matizou
O céu de lanças e preces,
Minha voz buscou a paz
(O tempo jamais esquece).
Hoje te encaro de perto
- Tua culpa “mora” em ti -
Não te condeno, portanto,
No meu canto Guarani.

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