MOENDA DA CANÇÃO 2026

MOENDA DA CANÇÃO 2026
39ª MOENDA - 15ª MOENDA INSTRUMENTAL - 5ª MOENDINHA: De 07 a 09 de agosto, em Santo Antônio da Patrulha/RS. Clica na imagem e confere a programação oficial.

14ª GALPONEIRA DE BAGÉ

14ª GALPONEIRA DE BAGÉ
14ª GALPONEIRA DE BAGÉ: De 04 a 06 de setembro de 2026.

AGENDA NATIVISTA 2026

AGENDA NATIVISTA 2026
Clica na imagem e confere a Agenda Nativista 2026.

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

MOENDA DA CANÇÃO: NÚMEROS E PERSONAGENS

Aqueles que acompanham o Blog Ronda dos Festivais certamente percebem o hábito contumaz que temos de elaborar e compartilhar informações, curiosidades e números resultantes das pesquisas que promovemos no reduto dos festivais de música do sul do Brasil. Deste universo apaixonante, denominado Movimento Nativista, que completará 55 anos de existência no mês de dezembro de 2026, faz parte a Moenda da Canção de Santo Antônio da Patrulha, reconhecida como um dos mais representativos festivais do RS.
Criada em 1987, com o nome de Moenda da Canção Nativa, o evento foi mostrando aos poucos que o Litoral Norte tinha algo diferente da musicalidade registrada até então no Rio Grande do Sul. A descoberta de novos sons e melodias garimpadas e pesquisadas pelos músicos, emoldurando poemas e letras que resgatam elementos e tradições da cultura afro-açoriana, fez ressurgir a música e o folclore da região litorânea.
A partir da 9ª edição, já sem o rótulo de Nativa, a Moenda da Canção passa a acolher composições de todos os ritmos tornando-se, assim, um festival com espaço para a liberdade de expressão e para o ecletismo, sem preconceitos, tanto em letra quanto em melodia. Em 1995, o Brasil abraçou a Moenda.
No tocante a qualidade musical, elogiada por uns e criticada por outros, é incontestável que a Moenda registra ao longo de sua trajetória, muitas músicas que ficaram bem conhecidas pelo público, algumas até  conquistaram o selo de “clássicos” do nativismo, tais como: Dança dos Trigais, de Beto Barros e Sergio Rojas, interpretada por Eraci Rocha e Sérgio Rojas; Milonga Abaixo de Mau Tempo, de Mauro Moraes, interpretada por José Cláudio Machado; O Festival, de Fernando Corona, interpretada por Corona, Neto e Ernesto FagundesLástima, de Mauro Moraes, interpretada por José Cláudio Machado; Gaúcho Apaixonado, de Bonitinho e Elton Saldanha, interpretada por Alemão do Bororé; pra citar apenas cinco.
Com trajetória contínua desde 1987 (só foi interrompida durante a pandemia) a Moenda passou a dar oportunidade para os músicos instrumentistas apresentarem suas composições, ao criar, em 2011, a Moenda Instrumental
Em 2022, surgia a Moendinha da Canção, com o intuito de oportunizar à cantores e cantoras infantojuvenis, um palco importante para demonstrarem seus talentos interpretativos.
Agora, em 2026, de 07 a 09 de agosto, serão realizadas a 39ª Moenda da Canção, a 15ª Moenda Instrumental e a 5ª Moendinha, mostras competitivas que geram grande expectativa no público e considerável ansiedade nos artistas participantes.  A ordem de apresentação das músicas e dos intérpretes concorrentes, com suas respetivas fichas técnicas, será publicada na quinta-feira, 06 de agosto, aqui no Blog.  
O prestígio adquirido pela Moenda não se deve somente ao que é apresentado no palco, resulta também da atitude de um grupo de pessoas e de um povo que sabe reconhecer e aceitar com espírito de renovação tudo que vem de fora, que vem de longe em busca do novo. 
Antes de finalizarmos esta postagem, gostaríamos de perguntar a vocês que nos leem, se saberiam apontar os protagonista da Moenda, no transcurso destas quase quatro décadas de história?
Para aplacar eventuais interrogações sobre esse baita festival, elaboramos um singelo demonstrativo que apelidamos de Estatística da Moenda, cujo resultado publicamos a seguir. Acompanhem:

Autores conquistaram mais vezes o Troféu de Primeiro Lugar:
Entre os autores de músicas vencedoras da Moenda, o músico e compositor Mauro Moraes se destaca com o maior número de conquistas. Ele tem quatro Primeiros Lugares nas seguintes edições:
2ª:  Morada Noturna
8ª:  O Sul Por Vida
16ª: Milonga de Outras Bandas
31ª:  Pensarolando
Seguindo Mauro Moraes bem de pertinho, aparecem 4 compositores com 3 vitórias na Moenda:
Chico Saratt:
2ª:  Morada Noturna
12ª: O Medo
26ª: Conflito
Jaime Vaz Brasil
3ª:  Milonga do Pendular Encontro
11ª:  Muito Antes de Pasárgada
28ª:  Amorável
Zé Alexandre                                 
19ª:  Reticência
25ª:  Água Boa de Beber
28ª:  Amorável
Zebeto Correia                              
27ª:  Por Onde o Rio Passa
29ª:  Aprendizagem
30ª:  Folha em Branco
Dois destes autores tem músicas concorrendo na 39ª Moenda, portanto com chances de chegar a 4 vitórias e dividir a liderança com Mauro Moraes. 

No rol dos Melhores Intérpretes premiados na Moenda, aparecem 17 cantores e 12 cantoras, cinco deles lideram a pesquisa com 2 troféus cada um:
Daniel Torres:  1ª e 2ª edições
Ivo Fraga:  3ª e 4ª edições
João de Almeida Neto: 5ª e 16ª edições
Kako Xavier: 8ª e 18ª edições
Maria Helena Anversa: 12ª e 13ª edições

No quesito 
Melhor Instrumentista, 34 músicos conquistaram troféus nas 38 edições da Moenda, dentre os quais: 6 violonistas, 5 tecladistas, 4 gaiteiros, 3 flautistas, 3 bateristas, 3 percussionistas, 2 contrabaixistas, 2 pandeiristas. Com uma única premiação, aparecem outros 6 músicos que tocaram Viola, Bandoneon, Violoncelo, Saxofone, Violino e Trompete.
Quem lidera a estatística, com três premiações é:
Fernando Corona: 3ª, 6ª e 10ª
Instrumento: Teclado/Piano
Com duas premiações estão:
Texo Cabral:  1ª, 24ª
Instrumento: Flauta:  
Jorginho do Trompete: 7ª e 10ª
Instrumento: Trompete   
Luiz Carlos Borges: 8ª e 15ª
Instrumento: Acordeon

A partir da 8ª edição a Moenda passou a premiar o autor da Melhor Letra e desde então, os letristas que mais se destacaram, com 4 conquistas cada um são os poetas: 
Jaime Vaz Brasil:
8ª:  Coração de Milonga
11ª:  Muito antes de Pasárgada
13ª:  O Amor aos Olhos de Náufrago
31ª:  Bestiário da Sombra
Martin César Gonçalves:
27ª:  Décimas da Raiz Pampeana
29ª:  Aprendizagem
30ª:  Folha em Branco
35ª:  A Luz de Uma Canção
Um dos dois podem assumir a liderança, pois ambos tem música concorrendo na 39ª Moenda.

Com dois troféus cada um, aparecem:
Vaine Darde: 12ª e 14ª
Vinícius Brum: 9ª e 24ª


A modalidade Melhor Melodia, passou a ser premiada somente a partir da 29ª edição, no ano de 2015. Nas dez edições realizadas desde então, dois compositores lideram com 2 premiações cada um:
Zebeto Corrêa: 29ª e 30ª

Diogo Barcelos:
34ª e 38ª

Outros 6 receberam o troféu apenas um vez.


Ao longo desses 38 anos de história, uma plêiade de 340 autores experimentaram a alegria de participar da grande final da Moenda. Deste rol de poetas e musicistas, relacionamos a seguir, aqueles que tem mais de dez canções entre as finalistas e, consequentemente, registradas em CD, em DVD e nas plataformas oficiais do festival:
Jaime Vaz Brasil:  23 músicas finalistas
Ivo Ladislau:   16 músicas finalistas
Mauro Moraes:  14 músicas finalistas
Vaine Darde:  14 músicas finalistas
Carlos Catuípe:  12 músicas finalistas
Fernando Corona: 11 músicas finalistas
Zebeto Correia:   11 músicas finalistas


Nesta matéria, não podemos omitir o fato de que a partir da 2011, surgiu a Moenda Instrumental, que chega a sua 15ª edição em 2026.
Das 14 edições já realizadas podemos destacar os seguintes parâmetros:
Autor Com Mais Vitórias é o compositor:
Cristian Sperandir:  3 conquistas:
1ª:  Flamboyã
8ª: Pampiano
9ª: Elo
Próximo de Cristian, vem o  gaiteiro patrulhense:
Samuca do Acordeon: 2 vitórias:
3ª:  Cancela Preta
6ª:  Sono Leve

Nenhum dos dois instrumentistas tem música concorrendo na 15ª Moenda Instrumental.  A liderança de Cristian Sperandir está garantida por mais um ano.

Por último, e não menos importante é a nominata daqueles que integraram as comissões avaliadoras da Moenda, exercendo a honrosa missão de avaliar as canções concorrentes.
Considerando as 38 edições realizadas até agora e a 39ª que acontecerá nos próximos dias, constatamos que 167 pessoas foram designadas para a função de Jurado ou Jurada, 144 do sexo masculino e 23 do sexo feminino.
Os nomes mais requisitados pela Moenda foram os seguintes:
Quatro vezes:
Colmar Duarte: 3ª, 6ª, 14ª, 25ª
Três vezes:
Arthur de Faria: 11ª, 15ª, 18ª
Chico Alves: 2ª, 4ª, 16ª
Robson Barenho: 13ª, 14ª, 36ª
Duas vezes:
Carlos Madruga: 16ª, 28ª
Chico Saratt: 11ª, 15ª
Doly Costa: 1ª, 5ª
Érlon Péricles: 23ª, 35ª
Geraldo Flach: 11ª, 12ª
Gujo Teixeira: 30ª, 38ª
Jorge André Brites: 13ª, 14ª
Juarez Fonseca: 10ª, 20ª
Lenin Nuñes: 6ª, 12ª
Luiz Augusto Fischer: 15ª, 16ª
Mauro Moraes: 1ª, 3ª
Pedro Guerra Pimentel: 14ª, 19ª
Rodrigo Bauer: 24ª, 39ª
Samuca do Acordeon: 25ª, 38ª
Sérgio Rojas: 3ª, 7ª
Zé Alexandre:  29ª, 35ª
Zé Caradipia: 18ª, 32ª
Zebeto Corrêa: 24ª, 37ª.

Será que estes números sofrerão modificações ao final da 39ª Moenda
Grato pela atenção. Baita abraço. 

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