MOENDA DA CANÇÃO 2026

MOENDA DA CANÇÃO 2026
39ª MOENDA - 15ª MOENDA INSTRUMENTAL - 5ª MOENDINHA: De 07 a 09 de agosto, em Santo Antônio da Patrulha/RS. Clica na imagem e confere a programação oficial.

14ª GALPONEIRA DE BAGÉ

14ª GALPONEIRA DE BAGÉ
14ª GALPONEIRA DE BAGÉ: De 04 a 06 de setembro de 2026.

AGENDA NATIVISTA 2026

AGENDA NATIVISTA 2026
Clica na imagem e confere a Agenda Nativista 2026.

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

2º HARMONIA EM CANTO - INSCRIÇÕES ATÉ 25 DE AGOSTO

Vem aí o 2º Festival de Músicas Tradicionalistas Inéditas Harmonia em Canto, confirmado para o dia 15 de setembro de 2026, das 18h as 23h, no Palco Nico Fagundes, no Parque Maurício Sirotsky Sobrinho, durante o Acampamento Farroupilha de Porto Alegre. O evento irá contar com a participação de compositores, músicos e intérpretes identificados com a cultura do Rio Grande do Sul, tendo como referências os aspectos históricos, culturais e folclóricos do nosso Estado.
Inscrições até 25 de agosto, exclusivamente pelo e-mail: acamparhfestival@gmail.com
Promoção: Acamparh & Orçamento Participativo  - Festejos Farroupilhas de Porto Alegre. 

REGULAMENTO:
CAPÍTULO 1 - DOS OBJETIVOS:
Art. 1º - Os Objetivos são: 
I - Divulgar através da música, da indumentária, da convivência fraterna, os verdadeiros valores da cultura gaúcha, que forjaram o perfil físico e psicológico do nosso povo, mantendo viva a terminologia, a vestimenta e os usos e costumes característicos do Rio Grande do Sul;
II - Valorizar o homem e as lidas campesinas, fatos e personagens da nossa história, retratando a sua importância para a cultura e para a sustentação dos genuínos valores do folclore do nosso Estado;
III - Resgatar as peculiaridades musicais e poéticas do Rio Grande do Sul, na afirmação de suas crenças e na busca incessante de suas raízes;
IV - Proporcionar a revelação de novos talentos e a divulgação de sua arte;
V - Promover o turismo e projetar Porto Alegre no cenário artístico-cultural do Rio Grande do Sul;
VI - Proporcionar o intercâmbio cultural e a integração entre artistas e a nossa comunidade.
CAPÍTULO 2 - DA ADMINISTRAÇÃO DO FESTIVAL
Art. 2º - A administração do Festival compete a ACAMPARH - Associação dos Acampados da Estância da Harmonia, através de recursos do Orçamento Participativo – Temática da Cultura e Juventude da Prefeitura de Porto Alegre.
CAPÍTULO 3 - DAS INSCRIÇÕES E PARTICIPAÇÃO
Art. 3º - As inscrições se darão através do e-mail acamparhfestival@gmail.com
I - Prazo de início das inscrições de 05 de agosto de 2026.
II - Prazo final das inscrições até 25 de agosto de 2026, às 23h59.
III - Haverá uma banca avaliadora de reconhecida competência na área artística, que vai classificar 12 concorrentes que se apresentarão no palco do Festival.
Art. 4º - Deverá constar no e-mail de inscrição as seguintes informações:
I - Título da Obra;
II - Autor(es) da Letra;
III - Autor(es) da Melodia;
IV - Relação dos músicos e respectivos instrumentos;
V - Uma cópia da Letra em word ou PDF;
VI - Áudio da música em MP3 para triagem;
VII - Chave PIX para pagamento da possível premiação;
Parágrafo único: poderão se inscrever concorrentes de qualquer idade, inclusive menores de idade, a partir dos 16 anos, estes, com a autorização dos pais ou responsáveis legais.
Art. 5º - Ao realizar a inscrição, autores e intérpretes, ficam cientes de que estão autorizando, o Festival e seus organizadores, a dispor das imagens e áudios decorrentes da apresentação, em caso de premiação ou não, bem como autorizando de modo irrevogável e gratuito, assim como a divulgação da obra em todas e quaisquer plataformas de mídias sociais e materiais de divulgação.
Art. 6º - O Festival de música Harmonia em Canto não indenizará ou remunerará qualquer pessoa, como advertência de que as imagens e/ou áudio decorrentes dessa edição se tornarão parte do acervo do Festival, podendo ser usados, conforme a deliberação dos organizadores, em qualquer momento.
Art. 7º - Somente serão aceitas composições na Língua Portuguesa, sendo admitida a utilização de expressões em espanhol e tupi-guarani, desde que constem no rodapé da letra a tradução ou significado da palavra ou expressão.
Art. 8º - Poderão participar do Festival, somente COMPOSIÇÕES INÉDITAS. Entende-se por inédita a composição que ainda não tenha sido divulgada em qualquer meio físico ou digital até a data da realização do evento.
CAPÍTULO 4 - DA LINHA MUSICAL
Art. 9º - A Linha musical do Festival Harmonia em Canto deve identificar-se com o enfoque dos diversos temas rio-grandenses, do ambiente campeiro as áreas sociais, ecológicos, românticas, caracterizadas dentro de linhas de construção poético-musical, sem descaracterizar a temática melódica popular e tradicional do gaúcho e seu universo campeiro.
CAPÍTULO 5 - DA SELEÇÃO E CONCURSO
Art. 10º- A Comissão Avaliadora será constituída por três pessoas de notório saber e comprovada capacidade técnica no cenário poético-musical.
Art. 11º- Cada compositor, em seu nome ou parceria, poderá classificar até duas obras na triagem.
Art. 12º - Cada intérprete poderá defender duas composições solo e mais uma como instrumentista.
Art. 13º - Os instrumentistas poderão se apresentar em até três composições.
Art. 14º- A ordem de apresentação das composições pré-selecionadas será definida pela Comissão
Organizadora, logo após a triagem, não sendo aceitas alterações posteriores.
Art. 15º- Os intérpretes e músicos que subirem ao palco do Festival deverão apresentar-se com a indumentária gaúcha, não sendo permitido o uso de camisetas com propaganda ou alusão a qualquer tipo de manifestação, mesmo que esteja relacionada à cultura do Rio Grande do Sul.
Art. 16º- O tempo de execução de cada música será de, no máximo, cinco minutos, tanto para a triagem quanto para a apresentação no palco.
Art. 17º - Serão avaliados, os seguintes critérios:
I - Conteúdo de letra e fidelidade.
II - Interpretação.
III - Harmonia.
IV - Ritmo.
V - Melodia.
VI - Postura de palco.
CAPÍTULO 6 - DA PASSAGEM DE SOM
Art. 18º - É obrigatória a passagem de som no dia da apresentação das concorrentes, conforme ordem e horário específico de cada música, pré-estabelecido e informado pela comissão organizadora, não sendo permitida alteração desta ordem. O grupo que não se fizer presente no horário da passagem de som, perderá o direito de equalizar o som e sofrer multa 20% da ajuda de custos pelo descumprimento desta normatização.
Parágrafo único – A critério da comissão organizadora, em consonância com a direção de Palco, previamente informado, o ajuste poderá ser efetuado no momento da apresentação.
CAPÍTULO 7 - DA PREMIAÇÃO
Art. 19º - Aos vencedores do Festival Harmonia em Canto- caberá a seguinte premiação:
1° Lugar: R$ 2.500,00 (Dois mil e quinhentos reais) e Troféu.
2° Lugar: R$ 1.500,00 (Hum mil e quinhentos reais) e Troféu.
3° Lugar: R$ 1.000,00 (Hum mil reais) e Troféu.
Melhor Intérprete: R$ 1.000,00 (Hum mil reais) e Troféu.
Melhor Letra: R$ 500,00 (Quinhentos reais) e Troféu.
Parágrafo único: Por se tratar de verba oriunda do Orçamento Participativo da Prefeitura de Porto Alegre, o pagamento da Premiação e da Ajuda de Custo será efetuado em até 5 dias úteis após a disponibilização da verba pelo município à Acamparh.
CAPÍTULO 8 - DA AJUDA DE CUSTO
As músicas classificadas receberão, a título de Ajuda de Custo, o valor de R$ 1.500,00 (Hum mil e quinhentos reais)
CAPÍTULO 9 -DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 20° - Os casos omissos a este regulamento serão resolvidos soberanamente pela Comissão Organizadora.

Porto Alegre, 05 de Agosto de 2026.
Comissão Organizadora
ACAMPARH - Associação dos Acampados da Estância da Harmonia

MOENDA DA CANÇÃO: NÚMEROS E PERSONAGENS

Aqueles que acompanham o Blog Ronda dos Festivais certamente percebem o hábito contumaz que temos de elaborar e compartilhar informações, curiosidades e números resultantes das pesquisas que promovemos no reduto dos festivais de música do sul do Brasil. Deste universo apaixonante, denominado Movimento Nativista, que completará 55 anos de existência no mês de dezembro de 2026, faz parte a Moenda da Canção de Santo Antônio da Patrulha, reconhecida como um dos mais representativos festivais do RS.
Criada em 1987, com o nome de Moenda da Canção Nativa, o evento foi mostrando aos poucos que o Litoral Norte tinha algo diferente da musicalidade registrada até então no Rio Grande do Sul. A descoberta de novos sons e melodias garimpadas e pesquisadas pelos músicos, emoldurando poemas e letras que resgatam elementos e tradições da cultura afro-açoriana, fez ressurgir a música e o folclore da região litorânea.
A partir da 9ª edição, já sem o rótulo de Nativa, a Moenda da Canção passa a acolher composições de todos os ritmos tornando-se, assim, um festival com espaço para a liberdade de expressão e para o ecletismo, sem preconceitos, tanto em letra quanto em melodia. Em 1995, o Brasil abraçou a Moenda.
No tocante a qualidade musical, elogiada por uns e criticada por outros, é incontestável que a Moenda registra ao longo de sua trajetória, muitas músicas que ficaram bem conhecidas pelo público, algumas até  conquistaram o selo de “clássicos” do nativismo, tais como: Dança dos Trigais, de Beto Barros e Sergio Rojas, interpretada por Eraci Rocha e Sérgio Rojas; Milonga Abaixo de Mau Tempo, de Mauro Moraes, interpretada por José Cláudio Machado; O Festival, de Fernando Corona, interpretada por Corona, Neto e Ernesto FagundesLástima, de Mauro Moraes, interpretada por José Cláudio Machado; Gaúcho Apaixonado, de Bonitinho e Elton Saldanha, interpretada por Alemão do Bororé; pra citar apenas cinco.
Com trajetória contínua desde 1987 (só foi interrompida durante a pandemia) a Moenda passou a dar oportunidade para os músicos instrumentistas apresentarem suas composições, ao criar, em 2011, a Moenda Instrumental
Em 2022, surgia a Moendinha da Canção, com o intuito de oportunizar à cantores e cantoras infantojuvenis, um palco importante para demonstrarem seus talentos interpretativos.
Agora, em 2026, de 07 a 09 de agosto, serão realizadas a 39ª Moenda da Canção, a 15ª Moenda Instrumental e a 5ª Moendinha, mostras competitivas que geram grande expectativa no público e considerável ansiedade nos artistas participantes.  A ordem de apresentação das músicas e dos intérpretes concorrentes, com suas respetivas fichas técnicas, será publicada na quinta-feira, 06 de agosto, aqui no Blog.  
O prestígio adquirido pela Moenda não se deve somente ao que é apresentado no palco, resulta também da atitude de um grupo de pessoas e de um povo que sabe reconhecer e aceitar com espírito de renovação tudo que vem de fora, que vem de longe em busca do novo. 
Antes de finalizarmos esta postagem, gostaríamos de perguntar a vocês que nos leem, se saberiam apontar os protagonista da Moenda, no transcurso destas quase quatro décadas de história?
Para aplacar eventuais interrogações sobre esse baita festival, elaboramos um singelo demonstrativo que apelidamos de Estatística da Moenda, cujo resultado publicamos a seguir. Acompanhem:

Autores conquistaram mais vezes o Troféu de Primeiro Lugar:
Entre os autores de músicas vencedoras da Moenda, o músico e compositor Mauro Moraes se destaca com o maior número de conquistas. Ele tem quatro Primeiros Lugares nas seguintes edições:
2ª:  Morada Noturna
8ª:  O Sul Por Vida
16ª: Milonga de Outras Bandas
31ª:  Pensarolando
Seguindo Mauro Moraes bem de pertinho, aparecem 4 compositores com 3 vitórias na Moenda:
Chico Saratt:
2ª:  Morada Noturna
12ª: O Medo
26ª: Conflito
Jaime Vaz Brasil
3ª:  Milonga do Pendular Encontro
11ª:  Muito Antes de Pasárgada
28ª:  Amorável
Zé Alexandre                                 
19ª:  Reticência
25ª:  Água Boa de Beber
28ª:  Amorável
Zebeto Correia                              
27ª:  Por Onde o Rio Passa
29ª:  Aprendizagem
30ª:  Folha em Branco
Dois destes autores tem músicas concorrendo na 39ª Moenda, portanto com chances de chegar a 4 vitórias e dividir a liderança com Mauro Moraes. 

No rol dos Melhores Intérpretes premiados na Moenda, aparecem 17 cantores e 12 cantoras, cinco deles lideram a pesquisa com 2 troféus cada um:
Daniel Torres:  1ª e 2ª edições
Ivo Fraga:  3ª e 4ª edições
João de Almeida Neto: 5ª e 16ª edições
Kako Xavier: 8ª e 18ª edições
Maria Helena Anversa: 12ª e 13ª edições

No quesito 
Melhor Instrumentista, 34 músicos conquistaram troféus nas 38 edições da Moenda, dentre os quais: 6 violonistas, 5 tecladistas, 4 gaiteiros, 3 flautistas, 3 bateristas, 3 percussionistas, 2 contrabaixistas, 2 pandeiristas. Com uma única premiação, aparecem outros 6 músicos que tocaram Viola, Bandoneon, Violoncelo, Saxofone, Violino e Trompete.
Quem lidera a estatística, com três premiações é:
Fernando Corona: 3ª, 6ª e 10ª
Instrumento: Teclado/Piano
Com duas premiações estão:
Texo Cabral:  1ª, 24ª
Instrumento: Flauta:  
Jorginho do Trompete: 7ª e 10ª
Instrumento: Trompete   
Luiz Carlos Borges: 8ª e 15ª
Instrumento: Acordeon

A partir da 8ª edição a Moenda passou a premiar o autor da Melhor Letra e desde então, os letristas que mais se destacaram, com 4 conquistas cada um são os poetas: 
Jaime Vaz Brasil:
8ª:  Coração de Milonga
11ª:  Muito antes de Pasárgada
13ª:  O Amor aos Olhos de Náufrago
31ª:  Bestiário da Sombra
Martin César Gonçalves:
27ª:  Décimas da Raiz Pampeana
29ª:  Aprendizagem
30ª:  Folha em Branco
35ª:  A Luz de Uma Canção
Um dos dois podem assumir a liderança, pois ambos tem música concorrendo na 39ª Moenda.

Com dois troféus cada um, aparecem:
Vaine Darde: 12ª e 14ª
Vinícius Brum: 9ª e 24ª


A modalidade Melhor Melodia, passou a ser premiada somente a partir da 29ª edição, no ano de 2015. Nas dez edições realizadas desde então, dois compositores lideram com 2 premiações cada um:
Zebeto Corrêa: 29ª e 30ª

Diogo Barcelos:
34ª e 38ª

Outros 6 receberam o troféu apenas um vez.


Ao longo desses 38 anos de história, uma plêiade de 340 autores experimentaram a alegria de participar da grande final da Moenda. Deste rol de poetas e musicistas, relacionamos a seguir, aqueles que tem mais de dez canções entre as finalistas e, consequentemente, registradas em CD, em DVD e nas plataformas oficiais do festival:
Jaime Vaz Brasil:  23 músicas finalistas
Ivo Ladislau:   16 músicas finalistas
Mauro Moraes:  14 músicas finalistas
Vaine Darde:  14 músicas finalistas
Carlos Catuípe:  12 músicas finalistas
Fernando Corona: 11 músicas finalistas
Zebeto Correia:   11 músicas finalistas


Nesta matéria, não podemos omitir o fato de que a partir da 2011, surgiu a Moenda Instrumental, que chega a sua 15ª edição em 2026.
Das 14 edições já realizadas podemos destacar os seguintes parâmetros:
Autor Com Mais Vitórias é o compositor:
Cristian Sperandir:  3 conquistas:
1ª:  Flamboyã
8ª: Pampiano
9ª: Elo
Próximo de Cristian, vem o  gaiteiro patrulhense:
Samuca do Acordeon: 2 vitórias:
3ª:  Cancela Preta
6ª:  Sono Leve

Nenhum dos dois instrumentistas tem música concorrendo na 15ª Moenda Instrumental.  A liderança de Cristian Sperandir está garantida por mais um ano.

Por último, e não menos importante é a nominata daqueles que integraram as comissões avaliadoras da Moenda, exercendo a honrosa missão de avaliar as canções concorrentes.
Considerando as 38 edições realizadas até agora e a 39ª que acontecerá nos próximos dias, constatamos que 167 pessoas foram designadas para a função de Jurado ou Jurada, 144 do sexo masculino e 23 do sexo feminino.
Os nomes mais requisitados pela Moenda foram os seguintes:
Quatro vezes:
Colmar Duarte: 3ª, 6ª, 14ª, 25ª
Três vezes:
Arthur de Faria: 11ª, 15ª, 18ª
Chico Alves: 2ª, 4ª, 16ª
Robson Barenho: 13ª, 14ª, 36ª
Duas vezes:
Carlos Madruga: 16ª, 28ª
Chico Saratt: 11ª, 15ª
Doly Costa: 1ª, 5ª
Érlon Péricles: 23ª, 35ª
Geraldo Flach: 11ª, 12ª
Gujo Teixeira: 30ª, 38ª
Jorge André Brites: 13ª, 14ª
Juarez Fonseca: 10ª, 20ª
Lenin Nuñes: 6ª, 12ª
Luiz Augusto Fischer: 15ª, 16ª
Mauro Moraes: 1ª, 3ª
Pedro Guerra Pimentel: 14ª, 19ª
Rodrigo Bauer: 24ª, 39ª
Samuca do Acordeon: 25ª, 38ª
Sérgio Rojas: 3ª, 7ª
Zé Alexandre:  29ª, 35ª
Zé Caradipia: 18ª, 32ª
Zebeto Corrêa: 24ª, 37ª.

Será que estes números sofrerão modificações ao final da 39ª Moenda
Grato pela atenção. Baita abraço. 

terça-feira, 4 de agosto de 2026

DOIS LIVROS CUJA LEITURA RECOMENDAMOS

Saudações nativistas e gauchescas a todos e todas que prestigiam as publicações do Blog Ronda dos Festivais.  
Hoje, abrimos espaço nas notícias festivaleiras para veicular a coluna Literatura Regional,  que nesta ocasião enaltece o versejar rio-grandense, representado por duas publicações de fundamento, dois livros de poesias cuja aquisição e leitura recomendamos.
Acompanhem as narrativas abaixo:
O primeiro livro que destacamos tem o título de Partilha, escrito pela poetisa Joseti Gomes, autora de inúmeros poemas premiados em festivais de poesia do Rio Grande do Sul.
O livro Partilha é constituído por 112 páginas nas quais acampam 32 poesias repletas de sensibilidade, com versos que vão do regional ao universal, alguns nostálgicos, outros bem atuais, que abordam temas sociais e existenciais, que nos alegram e nos emocionam, sem deixar de falar do campo e da natureza.  
Como diz a declamadora Romila Amaral num dos textos de apresentação do livro, “... assim ela abraça todos os públicos, fazendo com que seus versos alcem voos, tocando o coração das pessoas. “
Além de Romila, também apresenta o livro a poeta e declamadora Bianca Bergman. O prefácio é do escritor e poeta Luís César Soares.

Pequena apresentação da autora:
Joseti Gomes é escritora, poeta e declamadora porto alegrense. Participa ativamente de festivais e concursos de poesia, sendo frequentemente premiada. Atua também como avaliadora nesses eventos. Em 2015, recebeu o Troféu Antônio Augusto Ferreira de Poeta Destaque, oferecido pelo Blog do Léo Ribeiro. Em 2015 e 2018 foi agraciada também com o Troféu Ronda dos Festivais, promovido pelo Blog Ronda dos Festivais, da categoria Poeta Com Mais Vitórias nos festivais de poesia do RS.
É idealizadora do projeto Flores de Maçanilha, que apresenta a literatura e a poesia ao público infanto-juvenil.
Possui mais dois livros editados: Três Rosas e um Cabaré e Flores de Maçanilha.  
Integra a Estância da Poesia Crioula, entidade cultural e artística que reúne os principais vates do sul do Brasil.

O outro livro que recebemos e igualmente destacamos aqui neste espaço, é intitulado Dona Cucha e a Casa dos Leões, de autoria do escritor e poeta Luís César Soares, neto da homenageada Dona Cucha.
A publicação é composta por 144 páginas pelas quais são distribuídas 33 poesias bem concebidas e 7 Causos do Terêncio, com textos bem humorados protagonizados pelo rústico personagem criado pelo autor. Os poemas falam de saudade, de amor, da importância da família, além de abordarem temas existências e aspectos regionais como lidas de campo e nacos da história do RS. No livro, em capítulos especiais, César apresenta ao leitor algumas lembranças de sua infância e narra sobre as reflexões da maturidade.  
O prefácio é da poetisa e declamadora Bianca Bergman que conclui sua apresentação dizendo: “...Neste livro, reencontro provas de que a pureza existe e persiste. Talvez seja justamente isso que o torna tão precioso: a capacidade de nos lembrar que, por trás de cada verso, há sempre um pouco de infância, magia e encantamento esperando para se revelar.”
Dona Cucha e a Casa dos Leões é o primeiro livro editado por Luís César Soares.

Pequena apresentação do autor:
Luís César Soares é escritor, poeta, pesquisador e colecionador de objetos e relíquias gauchescas e também um apaixonado pela cultural rio-grandense.
Atua como avaliador de festivais, rodeios e concursos de poesias no RS e em SC. Conquistou diversas premiações literárias nas categorias Poesias, Contos e Causos, bem como seus poemas tem sido seguidamente consagrados em festivais de poesias inéditas.
Integrante da Estância da Poesia Crioula desde 2012.

Muito obrigado a poetisa Joseti Gomes e ao poeta Luis César Soares pela consideração e pela gentileza de presentearem-nos com exemplares autografados dessas obras tão valiosas, que engrandecem a poesia regional gaúcha.
Baita abraço aos dois amigos que, graças a seus talentos, são presenças constantes no cenário poético do Rio Grande do Sul.

Ambos os livros estão à disposição do público leitor, podendo ser adquiridos diretamente com os autores através do whatsapp.
Contatos:
(51) 984.542.033 – Joseti Gomes
(51) 984.542.034 – Luis César Soares

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

41º PONCHE VERDE - INSCRIÇÕES ATÉ 14 DE SETEMBRO

O 41º Ponche Verde da Canção Gaúcha, festival de músicas inéditas, será realizado nos dias 06, 07 e 08 de novembro de 2026 na cidade de Dom Pedrito/RS
As inscrições devem ser encaminhadas até às 24 horas do dia 14 de setembro de 2026.
Publicamos a seguir, uma síntese do Regulamento do festival. Confiram;
1. A linha Musical do 41º Ponche Verde da Canção Gaúcha é a música tradicional do Rio Grande do Sul, falando da lida no campo, do amor, do convívio social, da história, etc., sempre respeitando seus ritmos e variações. 
2. Poderão participar do 41º Ponche Verde da Canção Gaúcha, compositores de qualquer parte do país ou estrangeiros, desde que se submetam a este regulamento.  
3. Cada autor poderá inscrever, no máximo, (05) cinco composições, individualmente ou em parceria, podendo ter apenas uma composição classificada, independentemente da forma de autoria. 
4. As composições deverão ser enviadas exclusivamente, via FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO disponibilizado no link https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfwFFomljj5gUeM5AwQrJ-FojXg4qqIMYydWUrU32DI1YaYzg/viewform?pli=1
5. O Formulário de Inscrição deverá ser preenchido com todos os dados solicitados.  
6. É necessário o envio de 1 (uma) música por formulário, somente em formato MP3, com cópia da letra em arquivo PDF (sem identificação dos autores). 
7. As composições deverão ser inéditas, entendendo-se como tal aquelas não gravadas ou publicadas pelos seus autores em qualquer meio de veiculação (mídia física ou digital). 
8. Poderão ser inscritas composições que já tenham participado de outros festivais ou eventos do gênero, desde que não tenham recebido premiação (principal ou paralela) e não tenham sido apresentadas no palco do Ponche Verde da Canção Gaúcha em nenhuma de suas cinco edições anteriores (as composições não podem ter participado da 36ª, 37ª, 38ª, 39ª e 40ª edições do Ponche Verde). 
9.  São itens indispensáveis para a inscrição, sob pena de desclassificação automática na triagem: 
I. Preenchimento do Formulário Online de Inscrição, através do link:
II. Cópia da letra constando apenas o título e o ritmo da composição, sendo excluída a que for identificada. Encaminhar como: Letra: nome da música. (Formato PDF); 
III. Gravação de áudio da música em formato mp3. Encaminhar como: Áudio: nome da música. (Formato MP3). 
10. Serão classificadas, na triagem, 14 (quatorze) composições para apresentação no palco do 41º Ponche Verde da Canção Gaúcha, no dia 7 de novembro de 2026, a partir das 20h. As composições selecionadas serão divulgadas nos canais oficiais do festival e nos demais meios de comunicação locais, e suas apresentações serão transmitidas ao vivo pelas páginas do Ponche Verde no Facebook e no YouTube. 
11.  As 10 (dez) composições classificadas para a final, cujos resultados serão divulgados em 7 de novembro de 2026, somar-se-ão às composições classificadas na 25ª Mostra do Canto Campeiro para disputar a grande finalíssima do 41º Ponche Verde da Canção Gaúcha, em 8 de novembro de 2026. As apresentações serão transmitidas pelas páginas oficiais do festival no Facebook e no YouTube. 
12. Os músicos e intérpretes, masculinos e femininos, obrigatoriamente, deverão apresentar-se devidamente pilchados, com a indumentária típica do Rio Grande do Sul, bem como dos demais países que compõem a macrorregião do Pampa (Argentina/Uruguai) – o gaúcho sem descaracterização, admitindo-se traje de época, desde que fundado em pesquisas legais, não sendo permitida qualquer descaracterização, como o uso de tênis, camisetas, bonés, baby look, etc. O traje feminino fica limitado a vestido de prenda ou saia longa (pilchas femininas) e blusa sem decotes ou transparências. Os casos omissos serão avaliados pela comissão organizadora. 
13. A cada composição selecionada atribuir-se-á uma ajuda de custo (direito autoral e de arena) no valor de R$ 4.000,00 (quatro mil reais). 
14.  As 10 (dez) composições classificadas para a etapa final receberão o valor de R$ 1.000,00 (mil reais).
15. Cada participante, seja como intérprete, instrumentista ou em ambas as funções, poderá defender, no máximo, duas composições concorrentes no palco do 41º Ponche Verde da Canção Gaúcha
16. O participante que atuar como intérprete em uma composição poderá integrar somente mais uma apresentação, seja como intérprete — individualmente, em dupla ou em grupo —, seja como instrumentista. 
17. Na composição dos grupos que defenderão os trabalhos pré-classificados, serão aceitos no mínimo 04 (quatro) músicos e no máximo 09 (nove) músicos no palco, incluindo intérpretes e instrumentistas. 18. Cada intérprete poderá defender apenas 01 (uma) composição solo e outra em parceria com 01 ou mais intérpretes, não sendo permitida a interpretação individual de mais de uma composição. 
19. As passagens de som das composições classificadas serão realizadas no dia 7 de novembro de 2026, das 14h às 19h, no local do evento, conforme cronograma previamente divulgado pela Comissão Organizadora. 
20. A premiação do 41º Ponche Verde da Canção Gaúcha, será: 
1º Lugar: Troféu + R$ 5.000.00 
2º Lugar: Troféu + R$ 3.000.00 
3º Lugar: Troféu + R$ 2.000.00 
Música Mais Popular: Troféu + R$ 1.000.00 
Melhor Letra: Troféu + R$ 500,00 
Melhor Melodia: Troféu + R$ 500,00 
Melhor Intérprete: Troféu + R$ 500,00 
Melhor Instrumentista: Troféu + R$ 500,00 
Melhor Tema Campeiro: Troféu + R$ 500,00 

Comissão Avaliadora: 
Evair Gomez
José Maurício Rigon
Matheus Leal
Pirisca Grecco
Salim Severo 

domingo, 2 de agosto de 2026

FALECE BAGRE FAGUNDES

Na tarde deste domingo, 02 de agosto, falece em Porto Alegre, o advogado, cantor e compositor Bagre Fagundes, autor de uma das músicas mais conhecidas do Rio Grande do Sul, Canto Alegretense, composta em parceria com seu irmão Nico Fagundes, com quem também criou a canção Origens, utilizada por vários anos como característica do Programa Galpão Crioulo da RBS TV.
Dedilhando sua gaita de oito baixos de botão, Bagre atuou por longos anos como integrante do Grupo Os Fagundes, juntamente com seus filhos Neto, Ernesto e Paulinho Fagundes. Antes disso, fez parte d’Os Angueras e do Grupo Inhanduy.
A admiração recíproca entre Bagre e seus filhos era notória, tanto que, em 2025, Os Fagundes produziram um espetáculo no Teatro do Bourbon Country, em homenagem ao patriarca do clã.
Casado com Marlene Vilaverde Fagundes, Bagre tinha quatro filhos:  Neto, Ernesto, Paulinho e Luciana.
Euclides Fagundes Filho, o Bagre Fagundes, nasceu em Uruguaiana/RS, no dia 03 de outubro de 1939, tinha, portanto 86 anos de idade.
O Blog Ronda dos Festivais lamenta muito esta perda significativa para a música do RS. Que Deus conforte seus familiares e amigos.  

4º PARADOR DA POESIA CRIOULA - VERSOS CLASSIFICADOS

Na tarde deste domingo, foram revelados os títulos e os autores dos 10 (dez) poemas classificados para o 4º Parador da Poesia Crioula de Bagé, festival de versos inéditos, que acontecerá no dia 21 de novembro de 2026, no Palacete Pedro Osório.  Na mesma data e local será realizada a 2ª Mostra Parador Piá.
O homenageado desta edição é o poeta bageense Dorval Dias.
Produzido e coordenado pelo declamador Chico Azambuja, o festival conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Bagé, Secretaria de Cultura e Grupo Poesia Crioula. A comissão avaliadora será formada por Alcindo Neckel, Eliezer Tadeu Dias de Souza e Athos Ronaldo Miralha da Cunha. 

POEMAS CLASSIFICADOS
1. DEPOIS DO COMBATE
Autor: Rafael Ferreira 
2. DE TEMPO, TROPA E TROPEIRO
Autor: Giba Trindade 
3. FANTASMAS
Autora: Bibiana Alves 
4. LINHAGEM
Autor: Edson Marcelo Spode 
5. LOS BLANCOS DE VILLEGAS
Autor: Moisés Silveira de Menezes
6. OFÍCIO DAS ALMAS QUE ANDAM EM CAMPO ABERTO
Autor: Adriano Medeiros
7. PELO OLHAR DA CINA-CINA
Autor: Sandro Maia 
8. POTREIRO DE MIM
Autor: Matheus Costa
9. ROMANCE DO ABANDONADO
Autor: Mateus Neves da Fontoura/Carlos Omar Villela Gomes
10. TORQUATO
Autor: Otávio Severo

sábado, 1 de agosto de 2026

OS DESTAQUES DA 46ª COXILHA NATIVISTA

Lisandro Amaral e André Teixeira interpretaram a música vencedora
Por volta de um hora da manhã deste domingo, 02 de agosto, foram anunciados os destaques da 46ª Coxilha Nativista, festival de canções inéditas que aconteceu desde o dia 27 de julho no Ginásio Municipal da cidade de Cruz Alta/RS. As atividades de sábado, 01 de agosto, iniciaram as 20 horas com a 9ª Coxilha Instrumental, tendo como atração o acordeonista Renato Fagundes. 
Na sequência, o palco foi ocupado pelas 15 (quinze) músicas finalistas, sendo 5 (cinco) da Fase Local e 10 (dez) da Fase Geral da 46ª Coxilha.  Encerada a mostra competitiva, enquanto a comissão avaliadora, constituída por Eduardo Muñoz, Emerson Martins, Eron Carvalho, Fernando Carvalho e João Paulo Deckert, se reunia para definir a premiação do festival, o publico pode apreciar ao espetáculo do grupo Os Comp4adres, formado pelos cantores Analise Severo, Jean Kirchoff,  Arison Martins e Emerson Martins.
A apresentação coube a talentosa dupla formada por Anelise Nicolodi e Zeca Amaral.
Na direção de palco, o sempre competente Rico Bertoletti.

Confiram a premiação da 46ª Coxilha Nativista:

Primeiro Lugar: 
POTREADOR
Ritmo: Chamarra
Letra: Lisandro Amaral
Melodia: André Teixeira
Interpretação: Lisandro Amaral e André Teixeira
Músicos:
Violão e Vocal: Gabriel Jardim
Violão e Vocal: Odair Teixeira
Violão: Matheus Alves
Guitarrón: André Teixeira
Gaita Botonera: João Vitor Nunes
Acordeon: Evandro Pires
Contrabaixo e Vocal: Pedro Terra

Segundo Lugar: 
QUERÊNCIA E DESTINO
Ritmo: Milonga
Letra: Matheus Bauer
Melodia: Felipe Goulart
Interpretação: Joca Martins e Juliana Spanevello
Músicos:
Violão: Yuri Menezes
Violão: Felipe Goulart 
Acordeon: Ricardo Comassetto
Flauta Transversal: Charlise Bandeira
Contrabaixo: Marcello Caminha Filho

Terceiro Lugar: 
O MEU ÚLTIMO CACHORRO
Ritmo: Milonga
Letra: Marcio Nunes Corrêa
Melodia: Ricardo Rosa
Interpretação: Marcelo Oliveira
Recitado: Marcio Nunes Corrêa
Músicos:
Violão: Higor Estremera
Violão: Gustavo Otesbelgue
Violão: Gabriel Extremera
Gaita Botoneira: Ricardo Comassetto
Contrabaixo: Ricardo Silva

Música Mais Popular: 
NA BAILANTA DO JOÃO GUARDA
Ritmo: Mazurca
Letra: Jorge Luis Carneiro
Melodia: Alisson Tiago Araujo
Interpretação: Guaikika
Músicos:
Violão: Sinval Araujo
Violão: Beto Barcellos
Acordeon: André Dallabrida
Contrabaixo: Guilherme Araujo
Percussão: Jean Zanrosso

Melhor Tema Alusivo às Missões: 
EM CADA NOTA UMA CRUZ
Ritmo: Milonga
Letra: Leonardo Quadros
Melodia: Guilherme Castilhos
Interpretação: Ângelo Franco
Músicos:
Violão: Guilherme Castilhos
Violão: Leonardo Quadros
Gaita Botoneira: Jonei Wrasse
Violino: Pedro Kaltbach
Violoncelo: Guto Dossa
Contrabaixo: Cássio Castilhos

Melhor Intérprete:  
DANIEL SILVA
Música: Roseira

Melhor Instrumentista:
GUILHERME CASTILHOS
Instrumento: Violão
Música: Em Cada Nota Uma Cruz

Melhor Letra:  
QUERÊNCIA E DESTINO
Autor: Matheus Marchezan Bauer

Melhor Arranjo: 
UM TOSTADO POR HERANÇA
Autor: Cássio Figueiró

Melhor Melodia: 
POTREADOR
Autor: André Teixeira

Melhor Conjunto Vocal: 
NO ACONCHEGO DO GALPÃO
Interpretação: Germano Fogaça, Sinval Araujo e Grupo

Melhor Indumentária:  
ANDRÉ TEIXEIRA


O Blog Ronda dos Festivais cumprimenta a comissão organizadora da Coxilha pelo profissionalismo, a comissão avaliadora pela excelente qualidade das obras selecionadas e aos autores, músicos e intérpretes concorrentes pelo altíssimo nível de suas atuações nas três noites de festival.   
Parabéns!