18º CANTO FARROUPILHA

18º CANTO FARROUPILHA
18º Canto Farroupilha e 12º Cantinho Farroupilha - De 09 a 11 de outubro - Alegrete/RS. Clica na imagem e confere as músicas classificadas.

EXPOCANTO 2026

EXPOCANTO 2026
16º ExpoCanto e Expocanto Juvenil. De 16 a 18 de outubro - Arroio Grande/RS. Clica na imagem e confere os concorrentes.

10º CANTO GALPONEIRO E 5º PIAZITO GALPONEIRO

10º CANTO GALPONEIRO E 5º PIAZITO GALPONEIRO
10º Canto Galponeiro - Edição Histórica. De 15 a 17 de outubro - Gran Palazzo - Passo Fundo/RS. Clica na imagem para mais informações.

9º MANANCIAL MISSIONEIRO DA CANÇÃO

9º MANANCIAL MISSIONEIRO DA CANÇÃO
9º Manancial Missioneiro da Canção - Dias 16 e 17 de outubro - Bossoroca/RS. Clica na imagem e confere as músicas concorrentes.

V TROPEADA DA CANÇÃO NATIVA

V TROPEADA DA CANÇÃO NATIVA
V Tropeada da Canção Nativa - Dia 17 de outubro - Arroio do Só - Santa Maria/RS, Clica na imagem e confere as músicas classificadas.

SEARA DA CANÇÃO GAÚCHA

SEARA DA CANÇÃO GAÚCHA
25ª Seara da Canção Gaúcha e 12ª Searinha - De 30 de outubro a 01 de novembro - Carazinho/RS. Clica na imagem e confere as músicas classificadas.

41º PONCHE VERDE

41º PONCHE VERDE
41º Ponche Verde da Canção Gaúcha - Dias 06, 07 e 08 de novembro - Dom Pedrito/RS - Clica na imagem e confere os concorrentes.

sábado, 23 de abril de 2016

5º GRITO DO QUERO-QUERO - CONCORRENTES

Foram conhecidos os intérpretes concorrentes no 5º Grito do Quero-Quero, festival que acontecerá no dia 07 de maio, no CTG Sentinela da Tradição, em Igrejinha/RS.

Concorrentes:

1. Só Quem Sabe é Deus
Autores: Roberto Ornes/ Alexandre Oliveira
Interprete: Alexandre Oliveira - Sapiranga/Araricá
2. Olha a Tropa de Peru
Autores: Sandro Arruda/João Gabriel Rosa/Herus Cardoso da Silva
Interprete: Herus Cardoso da Silva - Chapecó/SC
3. Canto de Liberdade
Autores: Jurema Chaves/João Soledad
Interprete: João Soledad - Novo Hamburgo/Igrejinha
4. Que Homens São Esses
Autores: Carlos Moacir Pinto Rodrigues/Francisco Castilhos
Interprete: Ritieli dos Santos - Sapucaia do Sul
5. Onde o Céu Abre o Pala
Autores: Mario Amaral/Felipe Prates
Interprete: Felipe Prates - Porto Alegre
6. Romance Musiqueiro
Autores: Rogério Avila/Leonel Gomez
Interprete: Grupo Sangue Crioulo - São Leopoldo
7. Pra Uma Milonga Missioneira
Autores: Jose Mauro Ribeiro Nardes/Mario Amaral/João Sampaio/Nilton Ferreira
Interprete: Felipe Prates - Entre-Ijuis/Capão da Canoa/Itaqui/Jaguari
8. O Silencio das Janelas do Povoado
Autores: Gujo Teixeira/Luiz Marenco
Interprete: Grupo Viguela Pampa - Taquara
9. Infância
Autor: Leonardo Quadros
Interprete: Leonardo Quadros - Viamão
10. Gaudêncio Sete Luas
Autores: Luiz Coronel/Marco Aurelio Vasconcelos
Interprete: Grupo Canto a Terra - Canoas
11. O Muro
Autores: Vaine Darde/Mauro Marques
Interprete: Laura Baum - Ivoti
12. Quando o Aço da Tesoura Perdeu o Fio pra Tosquia
Autores: Gujo Teixeira/ Cristian Camargo
Interprete: Gustavo Oliveira - Esteio


quarta-feira, 20 de abril de 2016

31º CARIJO - MÚSICAS CLASSIFICADAS

Conhecidas as músicas classificadas para o 31º Carijo da Canção Gaúcha, um dos mais importantes festivais do Rio Grande do Sul, que acontecerá de 26 a 29 de maio em Palmeira das Missões.
Confiram:



quinta-feira, 14 de abril de 2016

26ª TAFONA DEFINE CLASSIFICADAS

Jurados:  Jari Terres, Bebeto Alves,Vaine Darde, Julio Ribas (Coordenador do Festival), Beto Mayer  e Miguel Marques. 
Depois de 15 horas de análise a Comissão Avaliadora da 26ª Tafona da Canção Nativa definiu as 12 classificadas para o festival que acontece nos dias 27 e 28 de maio, em Osório.
Confiram:

1) Flor de Sonho
Letra: Richard Pereira
Melodia: Cícero Camargo
2) Décima da Égua Tormenta
Letra: Rodrigo Bauer
Melodia: Joca Martins
3)A Sinhá do Engenho
Letra: Kako Xavier e Mário Duleodato
Melodia: Kako Xavier
4) As Velhas Casas das Estâncias
Letra: Juan Daniel Isernhagem
Melodia: Alex Har
5) Maria Fumaça
Letra: Sélio da Rosa Neto
Melodia: Paulinho di Casa
6) A Lágrima e a Chuva
Letra: Adão Quevedo
Melodia: João Bosco Ayala e Fábio Peralta
7) O Brasino do Maicá
Letra: Rodrigo Duarte/Mateus Neves/Zé Renato Daudt
Melodia: Rodrigo Duarte
8) Desconstrução
Letra: Mauro Moraes
Melodia: Mauro Moraes
9) Nas mãos que acenam para o mar
Letra: Silvio Genro
Melodia: Renato Junior
10) Sou do Campo
Letra: Adão Malmaçeda/Amigo Souza
Melodia: Amigo Souza
11) Lombo de Potro Gente Campeira
Letra: Leonardo Borges
Melodia: Marcelinho Nunes
12) Um Outro Natal
Letra: Juarez Machado de Farias
Melodia: Valdir Verona

quarta-feira, 13 de abril de 2016

30ª MOENDA DA CANÇÃO - REGULAMENTO

Confiram o regulamento completo da 30ª Moenda da Canção e da 6ª Moenda Instrumental, festivais que acontecerão no mês de agosto em Santo Antônio da Patrulha.

30ª MOENDA DA CANÇÃO 

6ª MOENDA INSTRUMENTAL


12, 13 e 14 de agosto 2016

REGULAMENTO:
Art. 1º – A 30ª MOENDA DA CANÇÃO e a 6ª MOENDA INSTRUMENTAL, de Santo Antônio da Patrulha, que acontecerão nos dias 12, 13 e 14 de agosto de 2016, são iniciativas da MOENDA – Associação de Cultura e Arte Nativa – com o objetivo de projetar Santo Antônio da Patrulha e o Rio Grande do Sul, musical, cultural e turisticamente no cenário nacional, integrando-os às manifestações artísticas de outros Estados brasileiros.
Art. 2º – O concorrente poderá ter no máximo cinco inscrições (letra e/ou música) em seu nome, individual ou em parceria, valendo como critério de inclusão as cinco primeiras enviadas para o e-mail constante no parágrafo 1º desse artigo.
§ 1º – A inscrição de cada composição deverá ser realizada diretamente no e-mail do Festival – moendadacancao30@gmail.com, acompanhada da letra (quando houver), em formato “.doc” ou “pdf”, fonte Arial, tamanho 12, espaçamento entre linhas 1,5, do arquivo de áudio em formato “mp3”, e da ficha de inscrição (modelo no site www.moendadacancao.com.br).
§ 2º – É expressamente proibida a identificação do(s) autor(es) na letra da composição, sob pena de sua exclusão.
§ 3º – A data limite para o recebimento das inscrições será 05 de junho de 2016, impreterivelmente. A Comissão Central do Festival não se responsabiliza por lentidão no servidor. Portanto, as inscrições deverão ser feitas com antecedência. A partir das 0h00 da data limite, não serão mais recebidas inscrições.
§ 4º – Não será cobrada taxa de inscrição.
Art. 3º – As composições classificadas serão escolhidas pelo corpo de jurados formado por cinco integrantes, indicados pela Comissão Central do Festival.
Art. 4º – Serão jurados da 30ª Moenda da Canção e 6ª Moenda Instrumental:
Carlittos Magallanes
Gujo Teixeira
Loma Pereira
Nilton Júnior
Rômulo Chaves
Art. 5º – A triagem, que acontecerá em 1, 2 e 3 de julho de 2016, classificará 16 (dezesseis) composições com letra e música e 4 (quatro) composições instrumentais para participar do Festival.
Art. 6º – A Comissão Central informará aos autores (letra e/ou música) das composições classificadas, através do e-mail informado na ficha de inscrição, o dia e a ordem de apresentação e passagem de som das concorrentes.
Parágrafo único. Após a comunicação, através do e-mail informado na ficha de inscrição, o(s) autor(es) — letra e/ou música — da composição concorrente, no prazo máximo de 5 dias, terão que confirmar sua presença no Festival e enviar um termo autorizando a divulgação e a gravação em CD e DVD, contendo o nome do intérprete e dos acompanhantes da música classificada, através do e-mail moendadacancao@hotmail.com, sob pena de desclassificação a critério da Comissão Central. Caso contrário, será chamada a música suplente.
Art. 7º – O ensaio/passagem de som será das 13h até às 17h dos dias 12 e 13 de agosto de 2016, de acordo com a data e a ordem de apresentação no festival. Cada composição terá 20 minutos para a passagem de som. Dessa forma, a primeira música do Festival terá das 13h até às 13h20min para a passagem de som. Em caso de atraso, a concorrente perderá R$ 150,00 para cada 20 minutos de atraso, ficando em último lugar na passagem de som. Todavia, a passagem de som das músicas concorrentes não excederá às 18h do dia da apresentação.
Art. 8º – Não poderão participar músicas que já tenham registros fonográficos comercializados.
Parágrafo único. O não-ineditismo, não identificado pela Comissão Central, poderá ser objeto de denúncia por escrito, com prova de gravação, até 5 dias após a divulgação pela Comissão Central do resultado da triagem, no e-mail moendadacancao@hotmail.com
Art. 9º – É proibido participar da 30ª Moenda da Canção e/ou da 6ª Moenda Instrumental o compositor (música e/ou letra), intérprete e músico, que tenha parentesco, até o quarto grau, com integrante(s) do corpo de jurados.
Art. 10 – Cada intérprete e/ou instrumentista poderá participar da execução de no máximo três músicas concorrentes.
Art. 11 – Classificam-se 10 (dez) composições com letra e 02 (duas) instrumentais para a noite final, que comporão o CD e DVD do Festival.
a) A Comissão Central informará, através do e-mail informado na ficha de inscrição, a ordem de apresentação das músicas.
Art. 12 – As gravações do CD e DVD das 12 músicas classificadas serão realizadas em suas apresentações de palco.
Art. 13 – Cada uma das composições concorrentes receberá uma AJUDA DE CUSTO no valor R$ 1.500,00.

Art. 14 – Não serão oferecidas alimentação e hospedagem gratuitas aos compositores, músicos e intérpretes participantes do festival.
Art. 15 – A “Melhor Música do Festival”, na opinião do público, será escolhida através de voto direto dos espectadores presentes à última noite do evento.
Art. 16 – A inscrição via e-mail (moendadacancao30@gmail.com) implica aceitação expressa de todos os artigos constantes neste regulamento, sendo que o Festival não se obriga a cumprir o que nele não foi estipulado.
Art. 17– Premiação da 30ª MOENDA DA CANÇÃO:
1º lugar: R$ 4.000,00 e Troféu Cantador
2º lugar: R$ 2.000,00 e Troféu Cantador
Melhor Arranjo: Troféu Paulino Mathias
Melhor Melodia: Troféu Demétrio Machado Ramos
Melhor Instrumentista: Troféu Eliseu de Venuto
Melhor Intérprete: Troféu Penduca
Melhor Letra: Troféu Jarcy Cândido dos Reis
Melhor Música do Festival – opinião do público: R$ 1.000,00 e Troféu Francisco Carlos Gomes Salazar
Art. 18– Premiação da 6ª MOENDA INSTRUMENTAL:
1º lugar: R$ 3.000,00 e Troféu Geraldo Flach
Melhor Instrumentista: Troféu Neri Caveira
Melhor Arranjo: Troféu Djalmo Martins de Oliveira
Art. 19– Os casos omissos a este regulamento ou que firam a ética e a lisura do Festival, bem como eventuais dúvidas ou questionamentos surgidos a partir da data de abertura das inscrições até a realização do Festival serão julgados pela Comissão Central, assim composta: Luciano Gomes Peixoto, Aliston da Cunha Oliveira, Luzardo Santos Cardeal, Maria Eloisa Costa e Mariza Pereira Ramos.
Obs.: O material de inscrição não será devolvido.

terça-feira, 12 de abril de 2016

EM OUTUBRO TEM O 2º UNIMED DA CANÇÃO


Festival Unimed da Canção Nativa, confirma segunda edição para o dia 22 de outubro, em Santa Maria.
Regulamento e demais informações sobre o evento, serão divulgadas em breve.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

14º JOÃOZINHO DA PONTE - RESULTADO

Grupo vencedor do 14º Joãozinho da Ponte
Encerrado, no começo da madrugada desta segunda-feira, 04/04, o 14º festival Joãozinho da Ponte, realizado no CTG Tarumã, em São Gabriel.

O resultado foi o seguinte:

Primeiro Lugar: Nazarenas Negras 

Letra: Felipe Oliveira/Joel de Freitas Paulo
Melodia: Ederson Mello
Interpretação:

Segundo Lugar:  Atalhos

Letra: Osmar Proença
Melodia: Felipe Cornel
Interpretação:

Terceiro Lugar: Pra Renascer Num Cocho de Sal
Letra: Matheus Costa
Melodia: Geovani Silveira
Interpretação:

Melhor Intérprete:   Daner Marinho -  Feito um Quadro na Parede
Melhor Instrumentista:  Mauro Silva – Gaita Botoneira – Atalhos 
Melhor Poesia:   Minha Linda, Tu Sabe Disso -  Marciano Reis
Melhor Melodia:  Nazarenas Negras – Ederson Mello
Melhor Arranjo Vocal: Pra Renascer Num Cocho de Sal
Melhor Indumentária:  Layra Souza
Troféu Incentivo:  Ulisses Jobim
Melhor Arranjo Instrumental:  As Respostas do Tempo
Música Mais Campeira: Feito Um Quadro na Parede
Autores: Dalvan Medina/Marcelinho Carvalho
Música Mais Popular:  Surungo Letra: Valdir Eguilhor (Cabo Véio)
Melodia: Cassiano Mendes

Fonte e foto:  Marcelo Ribeiro/ Caderno 7 


domingo, 3 de abril de 2016

CLASSIFICADAS PARA AS 24ª SAPECADA

Foram conhecidas na manhã deste domingo, as canções classificadas para a 24ª Sapecada da Canção Nativa e para a 16ª Sapecada da Serra Catarinense, festivais que acontecerão nos dias 23 e 24 de maio, na cidade de Lages, no estado de Santa Catarina. 
Confiram:



24ª SAPECADA DA CANÇÃO NATIVA 

1. A Delicada
Letra: Sérgio Carvalho Pereira
Melodia: Juliano Gomes
Ritmo: Milonga


2. Primitivo
Letra: Evair Gomez
Melodia: Juliano Gomes
Ritmo: Chimarrita


3. Luzardeando
Letra: Rogério Ávila
Melodia: Leonel Gomez
Ritmo: Rasguido Doble


4. Ficou Só a Chamarrita
Letra: Adriano Silva Alves
Melodia: Marcelo Oliveira
Ritmo: Chamarrita


5. Ateu
Adriano Silva Alves
Melodia: Kiko Goulart
Ritmo: Candombe


6. No Romper da Trança
Letra: Helvio Casalinho/Rafael Ferreira
Melodia: Joca Martins
Ritmo: Chamamé


7. Rainha
Letra: Rafael Machado
Melodia: Kiko Goulart
Ritmo: Milonga


8. Baú Crioulo
Eron Vaz Mattos
Melodia: Cristian Camargo
Ritmo: Chamarra


9. Guria
Letra: Evair Gomez
Melodia: Leonel Gomez
Ritmo: Milonga


10. Redomão da Noite Escura
Letra: Lisandro Amaral
Melodia: Luciano Maia
Ritmo: Vaneira


11. De La Frontera
Letra: Rodrigo Jacques
Melodia: Rodrigo Jacques
Ritmo: Chacarera Doble


12. El Último Acordeón
Letra: Daniel Cavalheiro
Melodia: Leonardo Borges
Ritmo: Chamamè


13. Romance da Flor Que Ninguém Cantou
Letra: Fábio Maciel
Melodia: Zé Renato Daudt
Ritmo: Milonga


14. Renúncias do Meu Tempo
Letra: Hermes Lopes
Melodia: Fabricio Harden
Ritmo: Milonga


15. Amanhece o Canto Livre
Letra: Lisandro Amaral
Melodia: Lisandro Amaral/Guilherme Collares
Ritmo: Canção


16. Um Trago de Lua
Letra: Fábio Maciel
Melodia: Robson Garcia
Ritmo: Rasguido

16ª SAPECADA DA SERRA CATARINENSE.

1. Campo Nativo 
Letra: André Alfredo Coelho 
Melodia: André Alfredo Coelho
Ritmo: Chamarra

2. Por Onde Andam as Guitarras 
Letra: Leduvino R. Silva/Alexandre Ramos
Melodia: Ricardo Bergha
Ritmo: Chamamé

3. Pingo 
Letra: Kiko Goulart 
Melodia: Kiko Goulart
Ritmo: Milonga

4. Broto de Cima da Serra 
Letra: Anildo Araújo
Melodia:Milton César Hoff
Ritmo: Milonga

5.  Mas Que Pegada 
Letra: Sandoval Machado/Isadora Martini
Melodia: Sandoval Machado
Ritmo: Chamarra

6. Romance de Uma Cordeona 
Letra: Indio Ribeiro
Melodia: Índio Ribeiro
Ritmo: Chamarra

7.  A Bico de Bota 
Letra: Sandoval Machado
Melodia: Rodrigo Conceição
Ritmo: Xote

8. Tardes de Temporal 
Letra: Alessandro Civa
Melodia: Pablo Vargas
Ritmo: Milongão

9. Meu Sul Bagual 
Letra: Iradi Chaves Rodrigues
Melodia: Reginaldo Farber/ Michael Parizotto 
Ritmo: Chamarra

10. Na Alma da Tropa 
Letra: Renato Gomes
Melodia: Renato Gomes
Ritmo: Vaneira

11. Dois Compassos 
Letra: Everton Michels/Robson Fogaça
Melodia: Everton Michels
Ritmo: Xote

12.  De Barro 
Letra: Rafael Vieira 
Melodia: Rafael Vieira
Ritmo: Canção

13. Semente Catarina 
Letra: Vera Martins
Melodia: Reginaldo Farber
Ritmo: Rasguido Doble

14. Lamento da Tropa 
Letra: Aldo Martins Neto 
Melodia: Ivan Michel
Ritmo: Milonga

15. Retoço de Gavola 
Letra: Aldo Martins Neto 
Melodia: Ivan Michel
Ritmo: Chamarra

16. Um Gaúcho, Senhores 
Letra: Juan Daniel Isernhagen
Melodia: Maicon Oliveira
Ritmo: Milonga


Fonte:  Adriano Medeiros (via Facebook)

quinta-feira, 31 de março de 2016

2º CANTO DO CHARÃO ALTERA CLASSIFICADAS

Raul Bittencourt, coordenador do Canto do Charão.
A comissão organizadora do 2º Canto do Charão comunica ao público interessado que foi classificada a música "Onde Mora a Verdade" de autoria de Rômulo Chaves e Nilton Ferreira, posicionada até então na primeira suplência do festival.  Ela substituirá a valsa "Estrelas Parceiras", de autoria de Giba Trindade e Juliano Javoski, desclassificada do evento a pedido dos próprios autores. 

Diante disso, a relação das músicas concorrentes no 2º Canto do Charão ficou assim definida:






Músical Classificadas:
1. Meu Lobuno é de Papel
Ritmo: Milonga
Letra: Volmir Coelho
Melodia: Volmir Coelho
2. Pra Quem Ajeitava as Garras
Ritmo: Chamarra
Letra: Sergio Sodré
Melodia: Arthur Mattos
3. Um Recado e a Carreta
Ritmo: Chamarra
Letra: Clodinho Pinto
Melodia: Robledo Martins
4. 
Onde Mora a Verdade.
Letra: Rômulo Chaves 
Melodia: Nilton Ferreira
5. Bolicho dos Corredores
Ritmo: Chamarra
Letra: Giba Trindade
Melodia: Zulmar Benitez
6. O Mundo Entre as Orelhas
Ritmo: Milonga
Letra: Giovane Dôdo Gonzales
Melodia: Edson Vargas
7. Olhos de Querência
Ritmo: Milonga
Letra: Getúlio Santana Silva
Melodia:  Getúlio Santana Silva
8. Mate do Silêncio
Ritmo: Mazurca
Letra: Getúlio Santana Silva
Melodia: Elói Santos/Milton Fontoura
9.  Pra Quem Tem Campo na Alma
Ritmo: Milonga Arrabaleira
Letra:  Ramires Monteiro
Melodia: Ramires Monteiro
10.  Extraviei Tanto Verso
Ritmo: Zamba
Letra: Paulo Ozório Lemes/Felipi Corso
Melodia: Kiko Goulart
11. Pra Quem Mateia Solidão
Ritmo: Chamarra
Letra: Paulo Ricardo Costa
Melodia: Eri Côrtes
12. Noite de Lua e Cordeona
Ritmo: Vaneira
Letra: Eron Carvalho
Melodia: Sergio Rosa

Suplentes: 
1º: Rancho Beira de Estrada.
Letra: Arabi Rodrigues 
Melodia: Idalcir Peruchin
2º: Quando as Lembranças Afloram.
Letra: José Amilcar 
Melodia:  Wilson Paim

9º CANTO NATIVO RECEBE INSCRIÇÕES

                                           Imagem da capa do LP do 2º Canto Nativo
O 9º Canto Nativo, da cidade de Santo Augusto, já está recebendo inscrições para o festival que acontecerá nos dias 12 e 13 de agosto, no Centro de Eventos do Sindicato Rural. O prazo para envio do material  se esgota no dia 05 de julho de 2016.
As inscrições devem ser enviadas pelo método tradicional (Correios) para o seguinte endereço:
Sindicato Rural de Santo Augusto
SMEC - Secretaria Municipal de Educação Cultura
Avenida Ângelo Santi 1245,
Santo Augusto/RS.
CEP: 98.590-000 

Serão selecionadas, 14 músicas para a categoria Estadual e 08 músicas para a categoria Regional.    Deste universo, sairão as 14 finalistas, sendo 10 da Estadual e 04 da Regional.
A título de ajuda de custos, os autores inscritos na categoria Estadual receberão R$ 2.000,00 para cada música classificada,  e os autores da categoria Regional, receberão R$ 500,00 por música classificada.

Além da ajuda de custo, os destaques do 9º Canto Nativo farão jus a seguinte premiação:
Primeiro Lugar: Troféu Canto Nativo + R$ 2.500,00
Segundo Lugar: Troféu Nerci Liberato da Conceição +  R$ 1.500,00
Terceiro Lugar:  Troféu Mario Regis Sperotto + R$ 1.000,00
Música Destaque Regional:  Troféu SAESMA + R$ 500,00
Mais Popular:   Troféu João Câncio  + R$ 300,00
Melhor Instrumentista: Troféu + R$ 200,00
Melhor Grupo Instrumental: Troféu + R$ 200,00
Melhor Arranjo: Troféu + R$ 200,00
Melhor Interprete:  Troféu + R$ 200,00
Melhor Letra: Troféu + R$ 200,00

Mais informações podem ser obtidas pelo Fone (55) 3781 1711, 
ou pelo E-mail  sruralsa@terra.com.br


quarta-feira, 30 de março de 2016

2º CANTO DO CHARÃO - CONCORRENTES

Comissão de Triagem liderada pelo coordenador Raul Biitencourt

Ao final da tarde desta quarta-feira, foram definidas as 12 músicas concorrentes no 2º Canto do Charão, festival programado pra os dias  07 e 08 de maior na cidade de Muitos Capões.
Confiram:

CLASSIFICADAS
1. Meu Lobuno é de Papel
Ritmo: Milonga
Letra: Volmir Coelho
Melodia: Volmir Coelho
2. Pra Quem Ajeitava as Garras
Ritmo: Chamarra
Letra: Sergio Sodré
Melodia: Arthur Mattos
3. Um Recado e a Carreta
Ritmo: Chamarra
Letra: Clodinho Pinto
Melodia: Robledo Martins
4. Estrelas Parceira
Ritmo: Valsa
Letra: Giba Trindade
Melodia: Juliano Javoski
5. Bolicho dos Corredores
Ritmo: Chamarra
Letra: Giba Trindade
Melodia: Zulmar Benitez
6. O Mundo Entre as Orelhas
Ritmo: Milonga
Letra: Giovane Dôdo Gonzales
Melodia: Edson Vargas
7. Olhos de Querência
Ritmo: Milonga
Letra: Getúlio Santana Silva
Melodia:  Getúlio Santana Silva
8. Mate do Silêncio
Ritmo: Mazurca
Letra: Getúlio Santana Silva
Melodia: Elói Santos/Milton Fontoura
9.  Pra Quem Tem Campo na Alma
Ritmo: Milonga Arrabaleira
Letra:  Ramires Monteiro
Melodia: Ramires Monteiro
10.  Extraviei Tanto Verso
Ritmo: Zamba
Letra: Paulo Ozório Lemes/Felipi Corso
Melodia: Kiko Goulart
11. Pra Quem Mateia Solidão
Ritmo: Chamarra
Letra: Paulo Ricardo Costa
Melodia: Eri Côrtes
12. Noite de Lua e Cordeona
Ritmo: Vaneira
Letra: Eron Carvalho
Melodia: Sergio Rosa

SUPLENTES1º: Onde Mora a Verdade.
Letra: Rômulo Chaves 
Melodia: Nilton Ferreira
2º: Rancho Beira de Estrada.
Letra: Arabi Rodrigues 
Melodia: Idalcir Peruchin
3º: Quando as Lembranças Afloram.
Letra: José Amilcar 
Melodia:  Wilson Paim

segunda-feira, 28 de março de 2016

45º FESTIVAL DA BARRANCA - RESULTADO

Juca Moraes, Cesar Silveira, João Bosco Ayalla e Lucas Ferrera, os vencedores da Barranca
Realizado durante a Semana Santa,  o 45º Festival da Barranca aconteceu de sexta-feira até a madrugada do domingo, 27/03, às margens do rio Uruguai, no município de São Borja. 
O festival, restrito à participação de pessoas do sexo masculino, contou com as presenças de aproximadamente 300 convidados, metade deles constituída por compositores, músicos e intérpretes. 
Em 2016, o tema do festival, apresentado na noite de sexta-feira, 25, foi “Convivência”.
Os concorrentes tiveram 24 horas para que as composições fossem produzidas e defendidas na noite de sábado, 26.
Após apresentação, foi definido o resultado do 45º Festival da Barranca.

Confiram:

Primeiro Lugar:  Desapego
Autores: César Silveira/Juca Moraes/João Bosco Ayala
Interpretação: César Silveira

Segundo Lugar: Conviver em Paz


Autores: Otorino Covolo/Marcelo Antunes/Felipe Goulart
Interpretação: Marcelo Antunes

Terceiro Lugar:  Vivência
Autor: Confraria Ventania
Interpretação: Confraria Ventania

Foto:  Marcelo Vieira


sábado, 26 de março de 2016

5º GRITO DO QUERO-QUERO - INSCRIÇÕES ABERTAS

A 5ª edição do festival Grito do Quero-Quero está programada para o dia 07 de maio de 2016, no CTG Sentinela da Tradição, da cidade de Igrejinha.   
Também vai acontecer o 1º Gritinho, certame para intérpretes infanto juvenis.
O prazo para inscrições se esgota no dia 15/04.
Os trabalhos inscritos devem ser enviados por email para o endereço eletrônico gritodoqueroquero@gmail.com

Informações pelos telefones: 
(51) 9841.774 e (51) 8685.9778

SOBRE O FESTIVAL DA BARRANCA

Reproduzimos abaixo, a opinião da violinista e etnomusicóloga gaúcha Clarissa Ferreira sobre o Festival da Barranca, que acontece anualmente, no período da Páscoa,  às margens do rio Uruguai, em São Borja, e que tem como uma de suas características, não permitir a participação de mulheres.
Veiculado originalmente no blog Gauchismo Líquido, o texto é excelente e coloca luz sobre um aspecto cultural importante e ao mesmo tempo curioso, que merece nossa atenção. Apreciem.

Até quando só eu lírico masculino?
Sobre o Festival da Barranca e a proibição de mulheres há 45 anos

Fui convidada a escrever sobre minhas impressões a respeito do festival da Barranca. Antes de iniciar me apresento. Meu nome é Clarissa Ferreira, sou violinista e etnomusicóloga. Nasci em Bagé, tenho 28 anos e resido atualmente no Rio de Janeiro, onde curso doutorado. Pesquiso sobre as questões de identidade, mercado fonográfico e construção de ideologia na música gaúcha. Essas escolhas deram-se certamente por ter participado deste universo musical por cerca de 8 anos atuando como violinista nos festivais nativistas e trabalhando com artistas deste segmento. Gostaria de deixar claro que não me posiciono aqui somente como pesquisadora e musicista, mas sim como mulher. Não gostaria de colocar gênero como questão, visto que esses comportamentos associados com masculinidade e feminilidade são fruto de valores e regras construídas socialmente, mas quando se é uma entre pouquíssimas mulheres a ter oportunidade de ser ouvida em um festival exclusivamente masculino, e que destaca-se por ser proibitivo à mulheres, esta questão já está dada, não tive escolha.
            Falar sobre um festival que nunca fui faz-me sentir como dois personagens que vejo no bairro Flamengo, aqui no Rio de Janeiro. Um senhor que faz sapatos e não possui as duas pernas, e uma senhora que não possui cabelos, no entanto, vende perucas. A falta de membros e de cabelos não os torna incapazes de exercerem suas funções. Com essa “metáfora” quero expressar o sentimento que tenho ao falar de um festival que nunca participei, e só há um fato para que eu nunca tenha podido me expressar nesse ambiente: ser mulher, uma questão de gênero, imanente ao ser. Não estão aqui julgadas minhas capacidades, pois o fato de eu ser mulher já me exclui automaticamente dessa experiência.
            Portanto, não posso proferir sobre alguma experiência pessoal ou etnográfica no mesmo, mas gostaria de utilizar o espaço a mim ofertado para refletir sobre a representatividade cultural do festival atualmente. Opto aqui por escrever sobre o fazer cultural e suas significações, tendo como mote a realização deste festival que acontece há 45 anos, e que possui considerada representatividade na cultura gauchesca. Eventos culturais, como o festival da Barranca, são (re)definidores de valores sociais e do sentimento de pertencimento coletivo. Nele são transpassados um conjunto de ideias, comportamentos, símbolos e práticas sociais, aprendidos de geração em geração através da vida em sociedade. Isso é cultura: uma amálgama que inclui o conhecimento, a arte, as crenças, a lei, a moral, os costumes e todos os hábitos e aptidões adquiridos pelo ser humano por fazer parte de uma sociedade da qual é membro.
            Esses valores estão sempre em processos de mudança e transformação. É sobre isso que gostaria de abordar aqui.  O festival da Barranca é considerado tradicional no Estado, ganhando destaque na mídia quando próximo de sua realização. Nestes informes, não faltam relatos de participantes enaltecendo o festival. Muitos destes são feitos por músicos reconhecidos do segmento da música gaúcha, consequentemente exponentes formadores de opinião que tem seus discursos amplificados não só por compartilhamentos em redes sociais, mas também por ideologias que perpassam através de suas canções. (Será que eles têm dimensão das ideias e ideologias que estão emitindo em suas músicas? Ou só seguem as confortáveis e estabelecidas estéticas mercadológicas?). Os mesmos jornais que noticiam o acontecimento do festival também evidenciam a ausência de mulheres, o que demonstra a qualidade, no mínimo excêntrica, deste evento. Afinal, que festivais de música atualmente proíbem a entrada de mulheres? (Quando comento fora do estado que no Rio Grande do Sul existe um festival com estas características as pessoas ficam estarrecidas!)
            A cada abertura dada para ouvir o que uma mulher tem a dizer sobre este festival se dá a oportunidade de mudança através do diálogo, o que já representa um avanço na discussão. Esta atitude como pude observar é um fato recente, que pode ser explicado através da maior abertura que atualmente percebemos na sociedade contemporânea para esse debate. Estamos em um momento de transformação. Atualmente há uma maior abertura para se ouvir vozes que antes eram silenciadas. A história sempre contada por homens brancos, hoje também é dividida com relatos de negros, índios, e mulheres e outras minorias. O diálogo tem se tornado mais polifônico, o que é positivo. Mas ainda há muito a melhorar...
            Os motivos para a proibição de mulheres no festival seriam dignos de riso se não fossem altamente nocivos. O risco de assédio às mulheres, caso a presença fosse permitida, é o mais enfatizado. Que isso pudesse ocorrer não temos dúvida, afinal mulheres sofrem assédio praticamente todo o momento e em todos os lugares. Esta justificativa explicitamente reduz a mulher a objeto sexual como sendo esta sua única função. Por mais reconhecimento profissional que tenhamos sempre somos vistas pelo viés sexual. A objetificação da mulher é presente rotineiramente neste patriarcalismo que vivemos, é histórica, e deve ser combatida a partir da atitude de quem a realiza e não punindo, através da proibição de participação -  como é o caso da Barranca -  quem é vítima disto. Também argumentar sobre as condições precárias de estadia como justificativa, só demonstra como ainda a mulher é vista como frágil, estando sempre subordinada ao homem (resistente macho provedor).
            Todas as justificativas que ouço sobre a proibição de mulheres no festival, ao meu ver, recaem em uma única explicação: a falta de interesse em ouvir o que a mulher tem a dizer. Vocês já se perguntaram como seriam nossos entendimentos sobre a cultura gauchesca? Por que o eu-lírico da música gaúcha tem que ser sempre masculino? Possivelmente seja porque nossos discursos não tenham por objetivo exaltar o mundo masculino (e suas peripécias) que é o que parece ser o cerne e o intento da cultura gauchesca. Esta, como sabemos, foi construída e alicerçada a partir das representações do masculino. Segundo o antropólogo Roberto Da Matta “afigura masculina é predominante nos locais que, como o Rio Grande, tem suas identidades forjadas pelas questões políticas. Os gaúchos foram republicanos antes do restante do país. E o que quer dizer ser republicano? Quer dizer igualdade perante a lei, ter uma constituição que vale para todos, etc. Esses elementos acabam determinando uma imagem de um cara que luta pelos seus direitos, é assertivo, fala alto – e que acabou simplificado como machão”.
            Outra explicação para esta construção da identidade gauchesca relacionada ao gênero masculino pode ser entendida a partir das citações do historiador Hobsbawm, quando relaciona as construções de mitos ocidentais que tem em comum “serem gerados por um grupo social e economicamente marginalizado de proletários desarraigados”, afirmando: “Os grupos que geram com mais facilidade o mito heroico, suponho, são as populações especializadas em andar a cavalo, mas que, em certo sentido, ainda se mantêm vinculadas ao resto da sociedade; ao menos no sentido de que um camponês ou um rapaz da cidade possa imaginar a si mesmo como um caubói, um gaucho ou um cossaco.”
            Este tipo de criação social imaginária não está presente exclusivamente na cultura gaúcha. Segundo o historiador, a constituição deste mito refere-se a uma fundamentação histórica secular, do mito do centauro, que teria influenciado enormemente a cultura ocidental através de características masculinas, pastoris e que possuem ligação com o cavalo. Para Hobsbawm “o que eles têm em comum é óbvio: tenacidade, bravura, o uso de armas, a prontidão para infligir ou suportar sofrimento, indisciplina e uma forte dose de barbarismo ou ao menos de falta de verniz, o que gradualmente adquire o status de nobre selvagem. Provavelmente também esse desprezo do homem a cavalo pelo que anda a pé, do vaqueiro pelo agricultor, e esse jeito fanfarrão de andar e se vestir que cultiva como sinais de superioridade. Acrescente-se a isso um distinto não intelectualismo, ou mesmo anti-intelectualismo. Tudo isso tem excitado mais de um sofisticado filho da classe média citadina. ”
            Feitos em guerras, trabalhos no campo, atividades entendidas como do comportamentos masculinos, são alguns dos temas retratados nas canções gaúchas. Para as mulheres resta as esperas da guerra, ser coisificada como flor, ser china ou chinoca, quiçá ser Anita... isso na melhor das hipóteses, pois lembremos da canção “Morocha” que fala de agressão à mulher explicitamente. Em pesquisa realizada por Laura Silva e Leandro Oltramari, intitulada “De beija-flor a urubu: representações das mulheres na música gaúcha”, há uma análise de composições dos segmentos da música campeira e da tchê music, onde foram classificadas cerca de 80 músicas na qual referiam-se de alguma forma a mulher. A categoria onde foram encontradas mais canções foi “Coisificação das Mulheres”, as quais de alguma maneira caracterizam as mulheres como algo atrelado ao uso, consumo, e, portanto, as colocam fora da posição de sujeito, aproximando-as da ideia de coisa. É importante ressaltar que nenhuma prática musical é inocente, afinal, o fenômeno artístico vai muito além de seu efeito lúdico sendo elemento de (re)produção de realidades sociais, conservando-as e solidificando-as. Através do que é representado se (re)produz ideologia, afinal criar e executar música é um ato político. As linguagens música, teatro, cinema, pintura, etc., não apenas representam o real, mas instituem reais.
            Onde a mulher gaúcha se encaixa no contexto cultural gauchesco do século XXI? Como se identificar com este universo em tempos de empoderamento feminino e de tomada de consciência da nossa posição na sociedade? Como identificar-se com canções que refletem ideologia machista e ideias retrógradas do século XIX?
            Nós mulheres ouvimos desde muito pequenas frases como: “não faça isso, isso é coisa de menino”, “isso não são atitudes de mocinha”, “meninas não devem fazer isso”, e simplesmente crescemos achando que somos incapazes de realizar “tarefas masculinas” ou “‘agir’ como meninos”. Culturalmente o lugar que cabe a mulher é o dos serviços domésticos, e da criação dos filhos. Uma parte muito restrita tem a oportunidade de desenvolver suas aptidões, como por exemplo, tocar um instrumento.
            A ideia que há um importante festival no estado que não permite a presença de mulheres, demarca que nosso lugar nesta cultura é restrito. A falta de credibilidade gerada pela estereotipação das diferenças de gênero chega a um ponto tão limitador para a mulher que ela nem pensa sobre o quanto está sendo lesada. Um exemplo disso é a quase inexistência de compositoras na música gaúcha, acentuada pela falta de referências femininas, desfavorecendo assim o incentivo ao ingresso e permanência neste fazer musical. (Apesar de trabalhar 8 anos efetivamente no meio gauchesco e seus segmentos, só fui perceber que também poderia compor aos 28 anos através da aproximação com mulheres compositoras no Rio de Janeiro.)
            Sabemos que possivelmente alguns participantes do festival não concordam com a proibição de mulheres. Esses mesmos também não se posicionam expondo tal opinião porque tal atitude poderia acarretar em mal estar com seus colegas e quiçá a não participação no evento. O mesmo ocorre com as mulheres do movimento gauchesco que não discutem a questão por receio de perderem seus pequenos espaços, conquistados a muito custo, neste engendrado campo de disputas, muitas vezes até posicionando-se a favor da proibição de mulheres no festival.
            Vinícius Brum certa vez escreveu: “Passamos a vida mergulhados em águas profundas, e vamos anualmente para aquela barranca de rio, em São Borja, para recarregar nossos tubos de oxigênio. (...) se não vamos, morremos um pouco, morremos um tanto por absoluta falta de ar, de sonho, de música e de uma irremediável saudade do mato, do rio, dos amigos e da nossa, talvez, única e melhor possibilidade.”
            Somos excluídas dessa e muitas outras vivencias. À nós, mulheres, só nos cabe como nos poemas e músicas gaúchas esperar em casa e admirar tão grande feito masculino. Apesar de não vivermos mais no século XIX, as ideias ainda permanecem e as situações se repetem. Ainda continuamos a esperar que os homens nos deem licença ou permissão para que possamos nos expressar. A liberdade da mulher, o direito de ir e vir feminino nas veredas da música gaúcha só vai ainda até onde os homens permitem.
            Por isso, caros amigos, peço que reflitam sobre essas colocações que vão para além das questões de gênero. Mas sobre se conectar com o mundo contemporâneo, com as questões contemporâneas. Se conectar com a natureza é importante, manter as tradições é importante, mas não podemos viver em mundo paralelo. E como artistas podemos e devemos nos posicionar no mundo, seja ele gauchesco ou não.  Ao permanecermos no passado, ou melhor, ao nos apegarmos a tradições de maneira fechada, perdemos espaço e voz para “vozes mais contemporâneas”, nem sempre boas. Portanto, é hora, ou já passou da hora, de abrirmos a mente, de ouvirmos mais, de dialogar mais e juntos sermos muito melhores.