Em 1971, quando o movimento
nativista arriscava seus primeiros passos, na 1ª Califórnia da Canção Nativa de
Uruguaiana, ao anunciar o primeiro grupo a subir ao palco deste histórico festival,
seu apresentador chamava o Grupo Amador de Arte Os Angüeras, que, naquela
época, já trilhava há mais de 10 anos uma linda caminhada pela história da arte
e da cultura do Rio Grande do Sul. Lá se vão mais de 60 anos, tocando, cantando
e contando as histórias do Rio Grande do Sul.
Como o jeito de viver do gaúcho, seus usos e costumes em um João
Campeiro; o Rio Uruguai com seus pescadores, contrabandos, lavadeiras; a piava
e o dourado que bateu no espinhel; a vida nas estâncias no início do século
passado, Vó Constância e suas Bruxinhas de Pano; As Missões e os 7 povos
Missioneiros e tantos outros caminhos da história da nossa gente.
Silva Rillo, José Bicca,
Pim-pim, Nando, Miguel e muitos outros que fizeram esta história, já caminham
em outras plagas, mas a história do Angüera
– o Espírito que Volta, como conta a lenda Guarany, segue sendo cantada com
a mesma força e dedicação e o jeito único de seus criadores, como era na década
de 70 quando nasceu o grande movimento nativista gaúcho.
Lastreado por seu talento e sua autenticidade, Os Angüeras convidam às novas gerações a conhecerem e entenderem as belas páginas da história cultural do Rio Grande apresentadas no seu repertório, que preservam a chama da arte que nunca, em nenhum momento, se apagou e segue viva conservando sua tradição e sua história.
Com o gaúcho nas botas e na
bombacha, com o índio Guarany na bata de algodão e na cruz missioneira junto ao
peito, com guitarra, gaita, poesia, pulmão e o Rio Grande no coração... Este é
o Grupo Amador de Arte Os Angüeras!


Gratidão por lembrar deste excelente grupo que até hoje nos encanta. Renovando os cantores porque esses que iniciaram já estão cantando em outro plano.
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